Quinteto para clarinete opus 115 de Brahms

Johannes Brahms, um colosso, um peso sob os demais compositores. As suas obras são caracterizadas pelo grande uso do sentimento da paixão, de um romantismo maduro inato.

Após a morte do seu grande amigo Robert Schumann tão conhecido pelos ouvintes de música erudita, Brahms reavivou a música de câmara. Para muitos comentadores, a música de câmara que compôs capta na essência a base da criatividade pessoal de Brahms. Para o musicólogo Karl Geitinger, «uma pérola das suas obras de música de câmara» e «um trabalho de retrospectiva, uma despedida. Cenas do passado, glórias e tristezas, esperanças e desejos, são mostrados para o maestro, que mais uma vez expressa tons suavemente contidos e melancólicos».

Composta em 1891 e apresentada a 12 de Dezembro desse mesmo ano, foi exibida conjuntamente com o Trio para clarinete, violoncelo e piano forte (opus 114) tendo como clarinetista Richard Mühlfeld que foi motivo destas composições de Brahms. E parece que Brahms ficou muito satisfeito com as interpretações dramáticas e muito movimentadas do clarinetista.

E porquê o uso do clarinete? Para os críticos, pela qualidade do timbre que, poeticamente, soa a outonal, apesar de ter sido composta em pleno verão.

Só escutando poderão sentir os sentimentos descritos acima. Ouçam este B dos três grandes B’s e deliciem-se.

A interpretação dos vídeos abaixo é executada pelo clarinetista norte-americano Eddie Daniels.

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