Como a Música é Percebida no Cérebro Humano – parte 1

Em três partes, apresentarei um artigo que há já algum tempo encontrei algures na Internet de autoria de Jeffrey K. Lauritzen sob mesmo título. Recolhi apenas o importante e apresentarei o artigo em três partes.

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Provavelmente o desenvolvimento mais importante na investigação científica sobre a música foi a descoberta de que a música é percebida através da parte do cérebro que recebe os estímulos das emoções, sensações e sentimentos, sem antes ser submetida aos centros cerebrais envolvidos com a razão e a inteligência.

Tempo e espaço não permitem uma abordagem completa da percepção musical. É suficiente dizer que estudos nos últimos cinquenta anos têm trazido à luz algumas descobertas bastante significativas, que podem ser resumidas como se segue:

(1) A música é percebida e desfrutada sem necessariamente ser interpretada pelos centros superiores do cérebro que envolvem a razão e o julgamento.

(2) A resposta à música é mensurável, mesmo quando o ouvinte não está dando uma atenção consciente a ela.

(3) Há evidências de que a música pode levar a mudanças de estados de espírito pela alteração da química corporal e do equilíbrio dos electrólitos.

(4) Rebaixando o nível de percepção sensorial, a música amplifica as respostas às cores, toque e outras percepções sensoriais.

(5) Tem sido demonstrado que os efeitos da música alteram a energia muscular e promovem ou inibem o movimento corporal.

(6) Música rítmica altamente repetitiva tem um efeito hipnótico.

(7) O sentido da audição tem um efeito maior sobre o sistema nervoso autónomo do que qualquer outro sentido.

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