Crónica opus 1, dia mundial da música

Hoje, 1 de outubro, celebra-se o dia mundial da música. Ora, para mim, é só mais um dia. Penso que estes dias são direcionados para quem se esquece da música e mesmo esses não se importam quando existe um dia assim. Os que a vivem todos os dias não precisam destes dias, todos os dias são musicais, todos os dias são sons, todos os dias são claves de sol.

Esta mania das pessoas organizarem datas próprias para celebrações já remontam há muito tempo atrás e não me seduz. Apesar disso, há quem o festeje organizando concertos e diversos. Mas, o principal problema é que todos comemoram e ninguém discute a oposição de música erudita versus música popular e outras diversas questões.

Há quem defenda que não existe nenhuma barreira a separá-las. Eu defendo que existe, mas só há pouco tempo é que se construiu esse muro. Houveram diversos compositores a aproveitarem recursos da música popular. Bártok é um dos grandes exemplos do uso da música popular húngara e romena. E mesmo o jazz já foi usado em composições eruditas (ver https://culturadoiro.wordpress.com/2011/09/29/the-ebony-concerto-de-igor-stravinsky/). Mas duvido muito que um compositor digno de si e com conhecimentos suficientes use a música popular de rádio que se apresenta tão fútil e desmedida.

Mas isto são ideias. As exigências têm que vir com o povo.

Alberto Augusto

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