Fascínios opus 5, Sergei Rachmaninoff versus Robert Schumann

Eis aqui duas peculiares histórias, um pouco inversas entre si quanto ao seu tema, onde um dos protagonistas teve tudo a seus pés e o outro perdeu-o por completo.

Especula-se que Sergei Rachmaninoff conseguiu ser um grande pianista com ajuda do Síndrome de Marfan que se caracteriza por produzir no ser humano membros anormalmente longos. Talvez ele tivesse as mãos mais largas que o normal para a sua estatura, que era cerca de 1,91 e 1,98. Mas como tinha um porte físico tão grande, nada se pode concluir. Tal facto até parece ser de uma deficiência indesejada, mas não para Rachmaninoff que tirou vantagem disso. O seu palmo esticado media cerca de trinta centímetros e ele era capaz de cobrir um intervalo de décima terceira. Décima terceira!, quase duas oitavas!

E contrária a esta feliz história está o desastre de Schumann.

Robert Schumann, apesar do seu alto nível pianístico, não estava de todo contente com as suas mãos que não conseguiam satisfazer o que pretendia, a perfeição. Então, por esse motivo, teve a ideia de mobilizar o dedo médio da mão direita com o uso de uma ligadura, a fim de tornar independente o dedo anular. Mas como ideias tão estúpidas dão desastres, o dedo imobilizado tornou-se paralítico para sempre. Ainda tentou procurar durantes dois anos alguém que o curasse. De nada valeu. Mas não é tão triste a sua história, que do sonho de intérprete passou para compositor. A música ainda ganhou com isso, vá lá que não vá…

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