Summer Music para quinteto de sopros op. 31 de Samuel Barber

Samuel Barber, norte-americano, é um dos meus compositores favoritos pela sua estética tão contemporânea e tão singela que me faz acreditar que na música o novo em folha ainda coincide com o belíssimo.

A sua obra mais conhecida é a Adagio for Strings que muita gente conhece, mesmo aquela que repugna música erudita visto que houve um certo Dj com alcunha de tampa de tacho que fez uma brincadeira com a melodia da obra. Mas não é dessa obra tão repetida também no mundo cinemático que vos falo aqui.

É do Summer Music para quinteto de sopros opus 31, obra esta composta para flauta, oboé, clarinete, trompa e fagote. Esta obra foi encomendada, teve a primeira exibição a 20 de Março de 1956 em Detroit e como parte do seu salário pela composição, Barber aceitou doações do público em vez de cobrar um montante fixo. A peça conseguiu chegar com mais entusiasmo e sucesso ao público do que os donativos chegaram ao bolso de Barber. Mas o importante é o sucesso.

A obra consta de um só movimento onde o compositor explora ao máximo as capacidades e riquezas de cada instrumento no meio de uma atmosfera sem muito júbilo, um equilíbrio entre a lamentação e alegria, mas sempre viva e presente, com uma serenidade de verão, tal como o nome o diz.

Com a interpretação do Ensemble Wien-Berlin, deliciem-se…

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