Prelúdio em dó sustenido menor opus 3 no.2 de Sergei Rachmaninoff

Esta é uma das obras mais conhecidas do compositor russo Sergei Rachmaninoff e faz parte do conjunto de cinco peças Morceaux de Fantasies (Peças de Fantasia). A primeira exibição das peças em que este prelúdio está contido, data de 20 de Setembro de 1892, quando Rachmaninoff tinha 19 anos, ainda era estudante e tinha acabado de se graduar no Conservatório de Moscovo. Tal acontecimento foi a alavanca para a sua popularidade e tornou-se uma das obras mais famosas de Rachmaninoff. Tão famosa que as pessoas gritavam pelo nome da peça em concertos que Rachmaninoff dava e que a dita não constava no reportório. Isto fez com que passasse a odiá-la.

Adiante, rumores dizem que o compositor compôs esta peça por causa de um sonho que teve sobre um funeral. Não sei se é verdade, mas sei que ela aponta para o lado fúnebre e macabro; aponta para um pesar negro da alma, uma lamentação com uma certa raiva incluída. Ao ouvirmos, perceberemos que o piano soa como sinos eclesiásticos. Ora, vários editores na altura editaram-na como O dia do julgamento, A valsa de Moscovo, O incêndio de Moscovo, Os sinos de Moscovo. E com estas denominações, os sinos só podem anunciar um funeral.

Deixo-vos aqui duas interpretações. A primeira é a do próprio compositor gravada em 1919 e a segunda tem como intérprete o pianista russo Emil Gilels.

Nota: Eu tenho colocado artigos de Música sempre com as melhores interpretações escolhidas a dedo. Caso não queiram perder tais magníficas interpretações nem esquecê-las, aconselho aos leitores a fazerem o download dos vídeos com programas gratuitos e fáceis como Atube Catcher.

§

http://ia600200.us.archive.org/21/items/EDIS-SRP-0192-13/EDIS-SRP-0192-13.mp3

§

E como rir faz bem à saúde, eis um excerto do filme A Day at the Races que conta com as interpretações de três dos famosos comediantes irmãos Marx. Neste caso, é Harpo Marx a tocar a obra que dediquei a este artigo.

Anúncios