Frases emblemáticas opus 6, Stravinsky e o trabalho

«Um leigo pensaria que, para criar, é preciso aguardar a inspiração. É um erro. Não que eu queira negar a importância da inspiração. Pelo contrário, considero-a uma força motriz, que encontramos em toda a actividade humana e que, portanto, não é apenas um monopólio dos artistas. Essa força, porém, só desabrocha quando algum esforço a põe em movimento, e esse esforço é o trabalho.»

Igor Stravinsky, ‘Citado na revista húngara Múzsák, 1982’
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Frases emblemáticas opus 5, Goethe e o carácter humano

«As nossas opiniões são apenas suplementos da nossa existência e na maneira de pensar de uma pessoa pode ver-se o que lhe falta. Os indivíduos mais frívolos são os que se têm a si mesmos em grande consideração, e as pessoas de maior qualidade são apreensivas. O homem de vícios é descarado e o virtuoso é tímido. Deste modo tudo se equilibra: cada um de nós quer ser completo ou, pelo menos, quer ver-se como tal.»

 

Johann Wolfgang von Goethe in Máximas e Reflexões

Frases emblemáticas opus 4, O presente inexistente de Blaise Pascal

Eis aqui uma citação de Blaise Pascal, famoso na matemática pelo estudo do triângulo com o seu nome, que encontrei no site Citador:

«Nunca nos detemos no momento presente. Antecipamos o futuro que nos tarda, como para lhe apressar o curso; ou evocamos o passado que nos foge, como para o deter: tão imprudentes, que andamos errando nos tempos que não são nossos, e não pensamos no único que nos pertence; e tão vãos, que pensamos naqueles que não são nada, e deixamos escapar sem reflexão o único que subsiste. É que o presente, em geral, fere-nos. Escondemo-lo à nossa vista porque nos aflige; e se nos é agradável, lamentamos vê-lo fugir. Tentamos segurá-lo pelo futuro, e pensamos em dispor as coisas que não estão na nossa mão, para um tempo a que não temos garantia alguma de chegar.
Examine cada um os seus pensamentos, e há-de encontrá-los todos ocupados no passado ou no futuro. Quase não pensamos no presente; e, se pensamos, é apenas para à luz dele dispormos o futuro. Nunca o presente é o nosso fim: o passado e o presente são meios, o fim é o futuro. Assim, nunca vivemos, mas esperamos viver; e, preparando-nos sempre para ser felizes, é inevitável que nunca o sejamos.»

Blaise Pascal, in “Pensamentos”

Frases emblemáticas opus 3 – Crónicas opus 2, Música popular

Este artigo tem duas categorias porque é uma mistura das duas. A discussão entre minha pessoa e o sr. Leonardo Oliveira, um dos autores do blogue sobre música erudita Euterpe, instalou-se quando eu critiquei Schoenberg no artigo sobre a quinta sinfonia de Shostakovich. A conversa desenrolou-se via e-mail e cheguei a pedir-lhe opinião sobre a música popular industrial, a música popular que a maior parte das rádios reproduz. Eis que uma frase saiu das palavras do Leonardo que a meu ver é excelente e trata de uma forma resumidíssima o que se passa na nosso sociedade e no âmbito sonoro:

 «Sobre a música popular industrial, acredito sinceramente que seja uma adequação à sócio-economia atual de algo que sempre existiu: música despretensiosa e de consumo. Não vejo como fim dos tempos, mas como o modo do nosso tempo de marcar algo que sempre existiu, que é a mediocridade encontrando o espaço do menor esforço pra existir.»

Achei-a oportuna para partilhar com os leitores e adiciono dois links recomendados pelo Leonardo que referem a música popular. Apesar de eu ainda ver músicos do âmbito erudito a gostarem desse golpe sonoro populista e comercial, acho que é altura de esses e outros muitos abrirem os olhos. Os links são:

http://euterpe.blog.br/musica-e-cultura/musica-classica-um-genero-um-estilo-uma-prateleira-de-cds

http://euterpe.blog.br/filosofia-da-musica/musica-classica-o-conteudo-da-tecnica

Frases emblemáticas opus 2

Frase do artigo O Poder da Música Sobre o Cérebro do Dr. Hélio Pothin

A música rock tem poder de influenciar comportamentos como ira, violência, sexo e estimular a dependência do prazer. Assim, aumenta o desejo por drogas ou comportamentos que estimulem o prazer e, portanto, o vício.

Frase emblemáticas opus 1

Jamais na história da Humanidade estivemos tanto numa caverna olhando sombras como agora mesmo. Não tem tanto a ver com o facto de a imagem predominar sobre a palavra, mas estamos a viver totalmente em algo a que se pode chamar cultura da banalidade, da frivolidade, e nenhuma delas deve ser usada para isso. Há uma espécie de deserto no que tem a ver com as ideias.

José Saramago

E eu também penso dessa forma. Basta relacionar este argumento saramaguiano com a ferocidade do divertimento na música popular que é baseada num sistema de desconhecimento musical, apenas intuitivo, e num desejo lucrativo.